A FINITUDE HUMANA: Morte e existência sob um olhar fenomenológico-existencial

Adriana Siman, Carina Siemieniaco Rauch

Resumo


A consciência sobre a própria finitude sempre gerou no homem angústias e reflexões. Este tema, tão comumente escamoteado durante a existência, permanece sorrateiro em nosso dia a dia, contudo, refletindo sobremaneira em nossas atitudes e pensamentos. Ele permeia nossa existência desde o momento em que nos deparamos com a realidade daquilo que é inevitável. A partir destas inquietações, este artigo busca identificar alguns aspectos da existência e da morte, a partir de uma leitura fenomenológico-existencial. Com base em estudos teórico- reflexivos sobre o tema, buscou-se traçar uma linha histórica, passando pelas diversas interpretações e significados atribuídos à morte ao longo dos tempos. Alicerçados pelos referenciais teóricos levantados, buscou-se provocar questionamentos e revelar sentidos atribuídos subjetivamente à vida e à morte. As várias facetas desveladas sobre o tema apontam para as particularidades com que estas questões se apresentam para cada sujeito, a partir de sua construção histórica, suas crenças e suas possibilidades.

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