SAÚDE AUDITIVA NO ENSINO MÉDIO

Lori Stadler Junior, Carla Cristina Polido Pires Ricci

Resumo


O projeto de pesquisa aplicado, teve como objetivo, investigar de forma exploratória, quanti-qualitativa e com suporte na estatística descritiva a saúde auditiva de alunos adolescentes do ensino médio de uma escola estadual do interior do PR., seguido de posteriores condutas de orientações e encaminhamentos. Para tanto, foram aplicados questionários sobre qualidade auditiva dos adolescentes, seguido da realização demeatoscopia e avaliações de emissões otoacústicas transientes evocadas, precedido da devolutiva para alunos e pais, e devidos encaminhamentos daqueles alunos adolescentes que apresentaram algum tipo de alteração auditiva aos respectivos profissionais competentes, tais como: Otorrinolaringologistas e Fonoaudiólogos. Resultados: Foram avaliados 27 alunos com idade entre 14 e 25, sendo 14 do gênero masculino e 13 do gênero feminino. Após aplicado o questionário, pode-se observar que,(11,12%) dos alunos tomavam algum tipo de medicamento contínuo, (51,86%) possuíam algum tipo de doença crônica, (55,56%) já tiveram algum tipo de alteração auditiva,(22,23%) possuíam algum parente próximo com alteração auditiva,(74,10%)fazem uso de fones de ouvido, (55,56%) fazem uso de hastes flexíveis com algodão nas pontas, tais como cotonetes®, (14,82%) afirmaram já terem procurado pelos serviços de um médico otorrinolaringologista e (7,41%) pelos serviços de um fonoaudiólogo. Realizada as avaliações de meatoscopia, pode-se observar que, (70,40%) dos alunos avaliados apresentou algum tipo de impedimento por rolha cerosa e (18,52%) não passaram nos testes realizados de emissões otoacústicas transientes evocadas.Conclusão:Dentre os fatores aqui investigados, uso de medicamentos contínuos, pré-disposição a doenças crônicas, alterações auditivas recorrentes, causas genéticas, uso de cotonetes®, resposta negativa em teste de emissões otoacústicas, presença de rolha cerosa e uso de fones de ouvido, os dois últimos foram os que mais apresentaram índices de prevalência, ambos passíveis de prevenção, ou seja, ações preventivas, como por exemplo: palestras de conscientização, relacionadas aos cuidados e ao uso correto da audição e/ou utilização consciente de equipamentos de reprodução sonora e fones de ouvido, podendo desta forma, diminuir a probabilidade de desenvolvimento de futuras alterações auditivas encontradas nesta população.


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