UM ESTUDO DE CASO SOBRE A RESILIÊNCIA EM MULHERES COM CÂNCER

Bruna Maciel Hornes, Vanderlei Rivelino Ghelere, Valéria Rossi Sagaz

Resumo


Este estudo tem como foco a resiliência em mulheres com câncer. A resiliência é a capacidade que o ser humano dispõe para lidar com situações adversas e inevitáveis da vida, superando-as, aprendendo com elas ou mesmo se transformando. (GRUNSPUN, 2005). Diante da temática surgiram as questões: Como se sente a pessoa ao receber o diagnóstico de câncer? Quais fatores contribuem para o enfrentamento positivo desta doença? A resiliência pode ser desenvolvida por pessoas acometidas pelo câncer? O objetivo geral foi identificar os fatores resilientes em mulheres com câncer que frequentam a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ponta Grossa, PR. Os objetivos específicos foram: a) Identificar os fatores de risco e os de proteção das mulheres com câncer frequentadoras da Rede Feminina de Combate ao Câncer; b) Identificar as estratégias de enfrentamento utilizadas pelas mulheres com câncer; c) pesquisar sobre a importância do acompanhamento psicológico no enfrentamento da doença, especificamente do câncer. Este estudo, qualitativo, teve como método de pesquisa o estudo de caso. Realizou-se a coleta de dados na Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ponta Grossa, PR. As participantes desta pesquisa foram duas mulheres que frequentam essa instituição. O instrumento de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada e o método de análise dos resultados, a análise de conteúdo por meio de categorias. Os resultados apontam que as entrevistadas desenvolveram a resiliência, elas acreditam que são capazes de superar a doença adaptando-se com otimismo e confiança às adversidades, pois contam com fatores protetivos como o apoio familiar, de amigos, da Rede Feminina de Combate ao Câncer e a fé contribuiu para o enfrentamento da doença. Elas acreditam que o acompanhamento psicológico seja importante nos casos de câncer, apesar de não o terem realizado.

Texto completo:

PDF

Referências


ALVES, R. F. et al. Qualidade de vida em pacientes oncológicos na assistência em casa de apoio. UEPB – Universidade Estadual da Paraíba. Aletheia nº 38-39, Canoas dez. 2012.

AMARO, L. S. Resiliência em pacientes com câncer de mama: o sentido da vida como mecanismo de proteção. Universidade Federal da Paraíba. Revista da Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial 2 (2), 147-161, 2013.

ARAÚJO, N. C. A capacidade de resiliência de mulheres acometidas por câncer de mama que sofreram alteração da imagem corporal. Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia. Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Ano VII, 2. ed. Abril/Maio/Junho, 2010.

BARLACH, L. O que é resiliência humana? Uma contribuição para a construção do conceito. 2005. 108 f. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, 2005.

BARTOLOMEI, M. A fé como fator de resiliência no tratamento do câncer: uma análise do que pensam os profissionais da saúde sobre o papel da espiritualidade na recuperação dos pacientes. 2008. 137 f. Dissertação (Mestrado – em Ciência da Religião), PUC-São Paulo, 2008.

BELANCIERI, M.F.; BIANCO, B. C. M. H. Enfermagem: estresse e repercussões psicossomáticas.

Bauru-SP: EDUSC, 2005.

BONI, V. e QUARESMA, S. J. Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais. Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política da UFSC - Vol. 2 nº 1 (3), janeiro-julho/2005, p. 68-80.

BRANDÃO, J. M. Resiliência: de que se trata? O conceito e suas imprecisões. 2009. 136 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Belo Horizonte, 2009.

BRANDÃO, J. M. A construção do conceito de resiliência em psicologia: discutindo as origens. Paidéia maio-ago., Vol. 21, No. 49, 263-271, Centro Universitário Belo Horizonte-MG, 2011.

BRASIL. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Sofrimento psíquico do paciente oncológico: o que há de específico? Cadernos de Psicologia - Número 2; Ana Beatriz Rocha Bernat, Daphne Rodrigues Pereira, Monica Marchese Swinerd (Org.). – Rio de Janeiro: INCA, 2014.

BRASIL. O câncer de mama. INCA.

http://www.inca.gov.br/wcm/outubro-rosa/2015/cancer-de-mama.asp

Acesso 17/10/2016.

BRASIL. Controle do câncer de mama. INCA.

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/conceito_magnitude

Acesso 17/10/2016.

CARDOSO, D. H. Estratégias para promoção da resiliência com mulheres sobreviventes ao câncer de mama. 2014. 120f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Programa de Pós-graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas.

CARVALHO, M.M.M.J. Psico-Oncologia: história, características e desafios.

Psicologia USP. v.13, n.1, p.151-166, 2002.

CHEQUINI, M. C. M. A relevância da espiritualidade no processo de resiliência. Psic. Rev. volume 16, n.1 e n.2, 93-117. São Paulo, 2007.

CHEQUINI, M. C. M. Resiliência e Espiritualidade em Pacientes Oncológicos: Uma Abordagem Junguiana. 2009. 152 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Estudos Pós- Graduados em Psicologia Clínica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC – SP, 2009.

DALFOVO, M. S.; LANA, R. A.; SILVEIRA, A. Métodos quantitativos e qualitativos: um resgate teórico. Revista Interdisciplinar Cientifica Aplicada, v.2, n.4, p.01- 13, Sem II. ISSN 1980-7031. Blumenau-SC, 2008.

FORGERINI, M. Sobreviver ao câncer de mama: vivências de mulheres fora de tratamento e o fenômeno da resiliência. 2010. 209 f. Dissertação (Mestrado), Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências, Bauru-SP, 2010.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. - São Paulo: Atlas, 2002.

GOMES, R. Análise e interpretação de dados de pesquisa qualitativa. DESLANDES, S. F.; GOMES, R.; MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 28. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009. p. 79-108.

GROTBERG, E. H. Introdução: Novas tendências em resiliência. IN: MELILLO, A.; OJEDA, E. N. S. e colaboradores. (Org.). Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas. Tradução Valério Campos. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 15-22.

GRUNSPUN, H. Criando filhos vitoriosos: quando e como promover a resiliência. Editora Atheneu, São Paulo, 2005.

GUIMARÃES, C. A. Cuidadores familiares de pacientes oncológicos pediátricos em fase distintas da doença: processo de enfrentamento. 2015. 217 f. Tese (Doutorado). PUC – Campinas-SP, 2015.

INFANTE, F. A resiliência como processo: uma revisão da literatura recente. IN: MELILLO, A.; OJEDA, E. N. S. e colaboradores. (Org.). Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas. Tradução Valério Campos. Porto Alegre: Artmed, 2005. Cap. 1. p. 23-38.

LUDKER, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagem qualitativa. São Paulo: EPU, 1986.

MACHADO, Lúcio Mauro Braga. Manual para elaboração de trabalhos acadêmicos. Ponta Grossa: IESSA, 2011.

MELO, M. C. B. et al. O funcionamento familiar do paciente com câncer. Psicol. rev. (Belo Horizonte) vol.18 no.1 Belo Horizonte abr. 2012.

MINAYO, M. C. S. O desafio da pesquisa social. DESLANDES, S. F.; GOMES, R.; MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 28. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009. p. 9-29.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10ª ed. São Paulo (SP): Hucitec, 2010.

NOGUEIRA, D. R. Cuidado integral: um caminho para a resiliência. 2015. 106 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde e Gestão do Trabalho) - Centro de ciência da saúde, Universidade do Vale do Itajai, Santa Catarina, 2015.

OSÓRIO E ROMERO. Orden, sentido y significado como indicador de resiliência en el juego de niños institucionalizados. Lima, 2001. Disponível em: http://www.ilustrados.com/publicaciones/EpyuyAEFEFIzpVPmnj.php. Acesso em: 10/10/2016.

OLIVEIRA, A. C. H. Resiliência de mulheres em processo de recuperação do adoecimento com câncer de mama: um estudo transdisciplinar. 2009.183f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Faculdade de Enfermagem, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009.

OLIVEIRA, S. Política e resiliência – apaziguamentos distendidos. Revista Ecopolítica, 4: 105-129, 2012.

www.revistas.pucsp.br/ecopolitica

PESCE, R.P. et al. Risco e proteção: em busca de um equilíbrio promotor de resiliência. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Brasília, v.20, n.2, p.135-143, ago.

REDE FEMININA DE COMBATE AO CÂNCER. Histórico. Ponta Grossa, 2016.

RODRIGUES, F. S. S.; POLIDORI, M. M. Enfrentamento e Resiliência de Pacientes em Tratamento Quimioterápico e seus Familiares. Revista Brasileira de Cancerologia 2012; 58(4): 619-627

ROOKE, M, I. Aspectos conceituais e metodológicos da resiliência psicológica: uma análise da produção científica brasileira. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, Juiz de Fora, Minas Gerais. Estudos e Pesquisas em Psicologia Rio de Janeiro v. 15 n. 2 p. 671-687 2015.

SANTOS, S. F. A. Resiliência, qualidade de vida e bem-estar espiritual em pessoas vivendo com HIV/AIDS. 2011. 106 f. Dissertação (Mestrado), Centro de Educação - UFP. João Pessoa-PB, 2011.

SILVA, S. E. D. et al. Câncer de mama uma doença temida: representações sociais de mulheres mastectomizadas. Revista Eletrônica Gestão & Saúde • Vol.03, Nº. 02, Ano 2012. p. 450-463

SILVA, L. C. Câncer de mama e sofrimento psicológico: aspectos relacionados ao feminino. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 13, n. 2, p. 231-237, abr./jun. 2008

SIMÃO, M. J. P. e SALDANHA, V. Resiliência e Psicologia Transpessoal: fortalecimento de valores, ações e espiritualidade. O Mundo da Saúde Resiliência e Psicologia Transpessoal, 36(2):291-302, São Paulo, 2012.

SOUZA, M. T. S. Resiliência: introdução à compreensão do conceito e suas implicações no campo da psicologia. Revista ciências humanas, Departamento de Psicologia da Universidade de Taubaté, v. 12, n. 2, p. 21-29, jun./Dez. 2006.

STRAUB, R. O. Psicologia da Saúde. Tradução Ronaldo Cataldo Costa, Porto Alegre: Artmed, 2005.

TABOADA, N. G.; LEGAL, E. J.; MACHADO, N. Resiliência: em busca de um conceito. Revista Brasileira Crescimento Desenvolvimento Humano. Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC. 2006;16(3):104-113.

TARANU, O. Estudo da Relação entre Resiliência e Espiritualidade numa Amostra Portuguesa. 2011. 69 f. Dissertação (Mestrado integrado em psicologia). Secção de Psicologia Clínica e da Saúde / Núcleo de Psicologia Clínica Sistémica. Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2011.

TELES, S. S. Câncer infantil: investigação fenomenológica dos mecanismos de proteção na díade mãe-criança. 2005. 164 f. Dissertação (mestrado), Departamento de Psicologia e Educação/USP, Ribeirão Preto-SP., 2005.

VENÂNCIO, J. L. Importância da Atuação do Psicólogo no Tratamento de Mulheres com Câncer de Mama. Revista Brasileira de Cancerologia 2004; 50(1): 55-63, RJ, 2004.

VENTURA, M. M. O Estudo de Caso como Modalidade de Pesquisa. Rev. SOCERJ. 2007;20(5):383-386 setembro/outubro. Pedagogia Médica. Universidade Estácio de Sá – Rio de Janeiro, 2007.

YUNES, M. A. M.; SZYMANSKI, H. Resiliência: noção, conceitos afins e considerações críticas. IN: Resiliência e Educação. (Org.) José Tavares, 3 Ed. São Paulo: Cortez, 2002. p. 13 – 42.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.