FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL E CONTINUADA NO BRASIL: REFLEXÕES SOBRE A BUSCA PELA QUALIDADE DO ENSINO DE ARTES VISUAIS

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Resumo

Este artigo parte de reflexões teóricas sobre a formação docente, mais especificamente sobre a formação inicial, formação continuada e sobre a formação do professor de Artes Visuais no Brasil. A partir de uma retomada histórica a questão é contextualizada e discutida a partir das ideias de Adorno (2020), Althusser (1970), Bittencourt (2012), Celestino (2006), Gadotti (2010), Nóvoa (2009;2021,2021a), Radvaneskei (2013), Saviani (2009), Tanuri (2000). A discussão sobre uma educação de qualidade implica em reflexões sobre a formação docente inicial e continuada, também sobre o engajamento social da comunidade com a escola e sobre a necessidade de uma aproximação entre a Academia e a Escola, além de demonstrar que não pode existrir educação de qualidade sem que exista democracia, e esta, por sua vez, só pode existir onde existam indivíduos emancipados. Uma educação neste sentido, apresenta-se como uma ousada reação diante da sujeição imposta pelo capital. Para que a ação docente seja significativa para a luta de classes os professores precisam assumir uma postura política, bastante crítica e engajada. Percebe-se um dinamismo na contemporaneidade, o qual exige uma postura ativa dos professores que não podem se conformar com os dogmatismos historicamente construídos, os quais muitas vezes são tidos como verdades absolutas e, neste sentido, a formação continuada dos professores se constitui por mini cursos isolados que muitas vezes não são condizentes com a realidade dos professores. A formação continuada e a pesquisa, assim como a teoria e a prática são indissociáveis e imprescindíveis para a docência revolucionária, onde a práxis reflexiva fará oposição à racionalidade técnica. Podemos observar a pesquisa-ação como uma modalidade formadora e transformadora, mas que não pode ser uma imposição hierárquica. O professor de Artes Visuais precisa estar consciente do seu papel na sociedade e da importância desta disciplina para a sociedade, por isso precisa ser intelectualmente amadurecido e inconformado o bastante para contribuir para com a construção de uma sociedade justa e democrática.

Biografia do Autor

Ana Luiza Ruschel Nunes, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutora em Educação Programa de Pós Graduação em Educação – PPGE/UEPG- PR (2013- atual); Mestre em Comunicação e Linguagens (Cinema)- TUIUTI/ Curitiba- PR (2013); Especialização em Arte Educação- IBPEX/PR (2012); Licenciatura em Matemática (2003)- UEPG/PR; Licenciatura em Artes Visuais (2011)- UEPG/PR. Atualmente professora vinculada ao Departamento de Artes e atua no Curso de Licenciatura em Artes Visuais- UEPG, Membro da Federação dos Arte- Educadores do Brasil- FAEB. Membro do Grupo de Pesquisa em Artes Visuais, Educação e Cultura- GEPAVEC/ Diretório do CNPq.

Diego Alexandre Divardim de Oliveira, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Licenciatura em Artes Visuais. Mestre em Educação. Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Educação PPGE/UEPG. Artista plástico, produz desenhos, pinturas e esculturas. Professor na Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG

Referências

ADORNO, T. Educação e emancipação. São Paulo: Paz e Terra, 2020.

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Publicado

20-12-2021

Como Citar

Nunes, A. L. R., & Oliveira, D. A. D. de . (2021). FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL E CONTINUADA NO BRASIL: REFLEXÕES SOBRE A BUSCA PELA QUALIDADE DO ENSINO DE ARTES VISUAIS. Faculdade Sant’Ana Em Revista, 2(5), p. 28 - 46. Recuperado de https://iessa.edu.br/revista/index.php/fsr/article/view/2137