VIOLÊNCIA ESCOLAR E DIREITOS HUMANOS: entre as diretrizes internacionais, a produção acadêmica e o desmonte da função social da escola
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21690502Palavras-chave:
Violência Escolar; Vilanização Institucional; negação do Direito à Educação.Resumo
Este artigo analisa a complexa relação entre a violência escolar, os Direitos Humanos e o cenário político brasileiro contemporâneo. O objetivo é mapear o "estado do conhecimento" sobre o tema, com foco no referencial de 2019, utilizando uma abordagem qualitativa e documental em teses da CAPES e documentos de organismos como a UNESCO. A investigação revela uma preocupante tendência à "vilanização" da escola pública, onde produções acadêmicas e movimentos conservadores — como o Escola Sem Partido e a Educação Domiciliar — convergem para a culpabilização individual de docentes e discentes. Esse processo de estigmatização isola a instituição de suas raízes macroeconômicas e deslegitima sua função social republicana, transmutando a violência "na" escola em uma violência "contra" a escola. Conclui-se que o desmonte da autonomia pedagógica e a precarização das redes de proteção intersetorial resultam na negação do direito à educação para segmentos vulneráveis. Frente a esse cenário de desescolarização compulsória, a pedagogia freiriana e a afirmação da dignidade humana emergem como eixos indispensáveis para converter o ambiente de conflito em um lócus de emancipação e resistência democrática.Downloads
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